Feliz Natal

O meu presentinho dos papais:  Papai do céu, Papai Leo e Papai Noel. Obrigada!

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Um mês do meu grudinho

Um mês do meu bebê, do meu gigante amor.

Nunca achei que fosse fácil e menos complicado, mas apesar de toda exaustão pelo sono que não cessa e da insegurança que  acompanha uma mãe de primeira viagem, posso dizer que nunca me senti tão viva e feliz como me sinto hoje.

Uma coisa é certa: A gente não se prepara para o desconhecido, não temos a real noção do que vem depois dos nove meses de gestação e talvez seja por isso que o processo de adaptação seja tão doloroso (sim, dói) . A impressão que tenho é que no parto nasce a mãe, que desde aquele momento já tem toda a responsabilidade do cuidar e proteger, o filho nasce aos poucos, um “tico de criança” a cada dia e a gestação continua aqui do lado de fora.

Estamos assim nos dois ultimos dias, grudados. O meu pequeno não aceita separa-se por meio minuto, ainda vive no útero mesmo estando nesse mundão, e pra ser sincera, as vezes tenho vontade de abrir a barriga e colocá-lo dentro, só pra que ele se acalme e fique no quentinho. Como não é possível, estamos nos desdobrando ( eu e o papai) pra que ele se sinta amado e protegido, porque a gente sabe que isso passa e logo logo nosso pequeno conhece e se acostuma com o canto dos passarinhos, o pé na areia, um mergulho no mar, uma queda de bicicleta… Daqui a algum tempo ele se sentirá seguro, ele vai saber que sempre estaremos por perto, mesmo distante dos seus olhos.

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Nasceu uma família…

As noites anteriores foram de muita ansiedade, e muitas vezes, despertei no meio da madrugada sem sono, outras, sonhei com o tão aguardado momento em flashes confusos e um pouco perturbadores. Na véspera foi bem diferente, tive uma madrugada serena e de sono tranquilo.

Meu parto foi marcado para as 07:00h da manhã. As 05h30h acordamos e fui tomar um banho e me arrumar: ajeitei o cabelo e fiz uma maquiagem básica  pra disfarçar as olheiras e o rosto inchado. Passei corretivo no medo e usei a alegria de blush, pra ficar bem estampada em meu rosto.

Assim que chegamos à maternidade, o medico, a assistente e o anestesista já nos aguardavam na recepção. Falamos com eles, assinamos alguns papeis e fui pro quarto esperar a técnica de enfermagem levar aquela roupinha da bunda de fora. Depois de tudo pronto, chegou o rapaz com a maca e fui rumo à sala de cirurgia.

Confesso que até o último momento não parecia que tinha chegado a hora, estava sendo tudo tão simples, tipo, cheguei , troquei de roupa e estou indo ali buscar meu bebê. Onde estava todo aquele roteiro ensaiado durante nove meses? Realmente, as cenas de filmes e novelas são apenas cenas de filmes e novelas. As luzes do teto que me guiavam até a sala de cirurgia foram contadas mentalmente uma a uma entre alguns devaneios: “Tá chegando”, “Mantenha a calma Ana”, “Posso gritar?”, “Cara, não estou crendo nisso”, “Respira fundo, respira fundo”, “Filhooo, vamos nos conhecer aqui foraaaa!”, enfim, muita ansiedade e expectativa. Marido foi ao lado, acompanhando e perguntando se estava tudo bem. Estava. Fui para a sala, enquanto ele foi pra não sei onde trocar de  roupa.

Começou todo o processo de preparação para a cesária. Conversei com a anestesista, que foi um amor e foi me explicando todo o processo. A ráqui é incomoda, mas não é dolorida, foi tranquilo e suportável. Olhava pra minha tão amada barriguinha, naquela posição de lado, e a vontade de pedir um stop no relógio era imensa, fechei os olhos, pedi proteção a Deus, pensei em alguns momentos bons da gravidez, alisei pela última vez o meu buchinho, engoli  o nó na garganta.Já estava com tantas  saudades…

***Nessa hora também, ela olhou pra minha mão e como estou com  alergia de contato, (porque não posso tocar nem em poeira e usei uma luva de látex que também me causou a danada da alergia) falei pra ela do ocorrido e na mesma hora todo o material da cirurgia foi trocado, o que acabou atrasando um pouco o parto. Bem, antes que pensem “Sua louca porque você não avisou antes?”… Não achei que f0sse tão necessário assim, até porque a alergia é na mão e não dentro de mim, bem, esquece. Mas eles tiveram tanto cuidado que nenhuma enfermeira tocava no meu calcanhar com uma luva de látex, até os funcionários que manipularam os remédios que tomei  foram avisados a não fazer usando as tais luvas, super dei trabalho, rá!***

Mas voltando…

Dr. Carlos entrou e começou a cirurgia. Olhei para os lados e nada do Leo entrar também, foi me dando a maior vontade de chorar, queria ele ali o quanto antes. Quando perguntei por ele pela segunda vez ou pensei em perguntar, sei lá, ele veio ao meu lado e falou que estava ali comigo e filmando o parto, me pediu calma e  foi para o lado de lá  do pano (É, ele me conhece internamente e falou que as minhas sete camadas de gordura não são tão feias assim) e prontamente pensei  “Se acontecer alguma coisa inesperada ele vai resolver, agora sim, estou segura”. Um apoio emocional é fundamental nesse momento, nem imaginava o quanto.

Ainda tentava manter a calma, quando escutava os batimentos aumentando, (lá naquele aparelho do pi..pi..pi), controlei o ritmo do meu coração até então, mas quando ouvi o médico mostrando o Vini  ainda dentro da minha barriga para o pai, me entreguei ao momento e a emoção e deixei que todas as lágrimas acumuladas até então fizessem a festa, depois não demorou mais do que cinco minutos pra escutar o chorinho do Vinícius.

Agora vocês terão que me desculpar, porque esse momento não tem como descrever… é imensamente maior do que qualquer palavra e não existe substantivo para tal sentimento. Só sei dizer que a primeira vez que olhei o meu bebê deitado sobre o meu peito, chorando que nem um bezerrinho escandaloso foi o momento mais  importante de toda a minha vida… Falei baixinho “Calma filho, mamãe ta aqui, calma pequeno, bem vindo!”. Pronto, posamos pra foto e tenho certeza que ali nasceu uma família feliz!!!

Fotos do meu galã lá no Flickr

 

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Arquivado em DOCE VIDA SABOR PITANGA

Pré parto

Foi uma delícia, vontade enorme de abraçar  minha barriga e não largar, beijá-la e pedir que ela não vá embora. As vezes esqueço que é preciso desapegar dessa condição, afinal, o motivo dela existir precisa viver bem aqui, do lado de fora.

Ter gerado esse menininho, sem na maioria das vezes ter a noção exata do que se passava aqui dentro , se já tinha os olhinhos formados, se já escutava a minha voz ou se aquela protuberância era um pé ou um cotovelo,  foi a melhor sensação que já passei nesses 26 anos. E cada chute,  cada mexida,  cada soluço…ele me conquistava um pouco mais, fazendo graça e estabelecendo uma relação de total paixão, cativando meu coração de mãe. Nós dois somos responsáveis pelo amor inexplicável que hoje sinto e, de alguma forma, me diz que jamais estarei sozinha nesse mundo.

E agora, faltando menos de 48 horas para nos encontrarmos, me divido entre a saudade de tê-lo aqui na barriguinha, tão intimamente ligados e a ansiedade de apresentar-me olhando bem de pertinho, apesar de achar que ele sabe muito mais de mim do que eu possa imaginar. Essas últimas horas são de sentimentos opostos: vontade de chorar de alegria e de medo, vontade de ficar só e de ter colo toda hora, vontade de que o tempo corra ou que  deixe tudo ficar assim mais um pouco…

Só tenho uma certeza: Estou feliz e prestes a encontrar a pessoa mais importante da minha vida. Estou de coração e braços abertos e a partir do seu nascimento tudo a minha volta estará mais bonito…

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Olha a gente aqui, dormindo como se não houvesse calor, posição incômoda e  bexiga cheia. Por que fomos feitos um para o  outro, estamos em perfeita sintonia e nos preparando para os próximos dias que estaremos separados, mas nunca distantes.

 

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38 semanas de troca e muito amor…

 

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Por que eu sei que é amor…

Obrigada por todos os comentários lindos, emocionantes e “desabafantes” que recebi no post anterior…Amei!

Na segunda fiz uma ultra e Vinícius tá super saudável (34 semanas, 42 cm e 2,263kg) um pacotinho de gostosura. A única coisa chata,  foi que a médica da ultra foi  uma chata comigo, não mostrou o meu filho direito e foi super apressada, nem preciso dizer que era ela saindo da sala e eu desabando no choro, com cara de “Já, kd meu filho?”. Mas passou, é como Leo falou: ” Quem perdeu foi ela, de olhar com atenção o bebê mais lindo do mundo”, rsrs.

Olha a gente ai:

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Estou cada dia mais apaixonada por esse novo hominho na minha vida. Hoje, escutando essa música, cantei alto pra ele ouvir bem direitinho. Né que ele se remexeu todo lá dentro, fazendo graça.

Por que eu sei que é amor

Composição: Sérgio Britto e Paulo Miklos

Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova

Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar

Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta

Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo

Porque eu sei que é amor

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Minha dor e o meu amor…

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Os quatro primeiros meses da minha gravidez foi uma fase infeliz na minha vida e antes que você me julgue, me permita ao menos ser sincera comigo. Sofri muito, emagreci muito, jorrei vomito em praça pública, ajoelhei pra não cair com as tonturas, minha cabeça constantemente pesava duzentos quilos, passei fome porque nada entrava e quase perdi meu filho por conta de um descontrole hormonal. Foi bom? Foi péssimo, e só de pensar naquela época, choro, porque foi uma época de dor, onde a minha condição física e emocional não me permitiu amar incondicionalmente o bebê que estava aqui comigo.  Por alguns segundos, calada e insatisfeita, desejei que ele não existisse em mim, ficaria mais fácil arrumar outro emprego, ficaria mais fácil não me sentir tão impotente diante da minha condição física, ficaria mais fácil suportar as outras mudanças drásticas que estavam acontecendo no mesmo período. Por outros segundos, aos berros e  lágrimas,  eu o culpei por achar que ele era o motivo do meu marido acordar e me dizer que estava confuso com seus sentimentos e em um momento de desespero e angústia, bati na minha barriga, pedindo pra que ele devolvesse a minha vida de volta. Eu o amava, mas nem tanto assim, não ao ponto de amá-lo mais que a mim mesma. Forma egoísta, mas era o que sentia.

Depois que passou a tempestade inicial, comecei a curtir a  gravidez: Veio a vontade de comer, a disposição, o bom humor, barriguinha aparecendo, paparicos da família e dos amigos e todas as prioridades que a gente goza quando deixamos de ser só uma. Tudo isso é bom, mas não se compara ao que cresceu dentro de mim, e não foi o bebê que agora tinha sexo e nome definidos, foi o meu amor por ele, que agora sim, é tão forte, sincero e  grande que tem horas que tento abraçar a minha barriga, tento enconstar a cabeça juntinho dela, só pra chegar mais perto e falar bem coladinho ao meu príncipe que ele é a pessoa mais importante da minha vida, de pedir perdão perto dos seus oiuvidos por tudo que falei e pensei um dia a seu respeito e pra que ele saiba que hoje, é incondicional.

Agora, com 33 semanas de gestação e com a proximidade do parto, sinto as limitações físicas e  emocionais  mais uma vez (acho que ando mais sensível agora no final) e confesso que tem horas que volta a ser difícil. Mas é diferente, porque nunca pensei que a dor pudesse ser boa. Doi um pé na tua costela,  mas é bom sentir aquele durinho proeminente se movendo pra la e pra cá, mostrando que a vida ali dentro anda tranquila. É dificil sentir a garganta fechando e os olhos enchendo de lágrimas por falta de ar (assim que acontece comigo,rs) mas é libertador respirar fundo e  achar que uma nuvem de ar fresco entrou e deixou mais puro o espacinho dele (imaginação fertil heim). É pesado carregar 24 h por dia uma barriga enorme e consequentemente ter cãimbras matinais e dores de coluna, mas é encantador saber que ele cresceu 8 cm desde a última ultra e que engordou bastante, ai delícia.

E em todo esse período, aprendi que não tenho o poder sobre a minha gravidez , desde o primeiro momento, porque a natureza está fora do meu controle. Também é sabido, por esta que vos escreve, que o amor que a gente sente por qualquer pessoa, mesmo ela sendo seu filho, é construído, não chega pronto, mesmo a gente fingindo a vida inteira o contrário.

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